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segunda-feira, 23 de março de 2009

Um dia, chegaste...



“ (...) Passou tempo e eu não esperava que, um dia, chegasses. Mas passou tempo. Um dia, chegaste. (…)

(…) Chegaste. Eu não te esperava. Contigo trouxeste a ternura, o desejo e, mais tarde, o medo. Chegaste e eu não conhecia essa ternura, esse desejo. Em casa, no meu quarto, neste quarto, revi os teus olhos na memória, a ternura, o desejo. E, depois, aquilo que eu sabia, o medo. E passou tempo. Eu e tu sentimos esse tempo a passar mas, quando nos encontrámos de novo, soubemos que não nos tínhamos separado (...)"

[José Luís Peixoto], excerto do conto «Capricórnio a seus pés», in “Antídoto”