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sábado, 28 de março de 2009

Pecado meu. Alma minha.

«Pecado meu. Alma minha. Que fazes tu tão longe de mim?»


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«Se estivesses aqui, agora mesmo, seguramente estaria a violar os botões da tua roupa com os meus dedos ansiosos para tocar o teu corpo, aquecê-los na tua pele e misturá-los com o teu cheiro. Não estás, mas estou a imaginar-te.
Retrato-te com vida, com movimento e palavras: as tuas obscenas insinuações, a tua desmedida imaginação sempre por detrás da língua. Os teus olhos são capazes por si só de violar qualquer mulher, de penetrá-la até ao rubor, de tão lascivos que se tornam.
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Foto: Oleg Kosirev

Basta segurares-me pelas ancas para começar o incêndio. Sinto-me perder o equilíbrio, tão cheia de tonturas fico, com as tuas ameaças doces e obscenas. O quê? diz isso outra vez…»

[Pedro Paixão] excerto de «Alexandra Maria», in “A noiva judia”