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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

E gostava que soubesses...

foto: patrick xiong


[…] E gostava que soubesses que já gosto muito de ti, embora ainda não tenha de saber o que é isso de gostar muito de ti. Não faz mal, logo se vê. Não, o que me assusta mesmo muito, quase terror por vezes, é depois não poder voltar atrás, qualquer coisa tão simples como quem põe uma fita de cinema a rebobinar. Quero dizer, depois de começar a gostar de ti como gosto, já não consigo desfazer isso que se fez, sei lá o quê, o que tu quiseres, isso tudo, o que nos traz juntos até aqui, se tu quiseres. […]

[Pedro Paixão], in “muito, meu amor”

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O quê? diz isso outra vez…

foto:patrick xiong
«Se estivesses aqui, agora mesmo, seguramente estaria a violar os botões da tua roupa com os meus dedos ansiosos para tocar o teu corpo, aquecê-los na tua pele e misturá-los com o teu cheiro. Não estás, mas estou a imaginar-te. Retrato-me com vida, com movimentos e palavras: as tuas obscenas insinuações, a tua desmedida imaginação sempre por detrás da língua. Os teus olhos são capazes por si só de violar qualquer mulher, de penetrá-la até ao rubor, de tão lascivos que se tornam.
Basta segurares-me pelas ancas para começar o incêndio. Sinto-me perder o equilíbrio, tão cheia de tonturas fico, com as tuas ameaças doces e obscenas. O quê? diz isso outra vez…»

[Pedro Paixão] excerto de «Alexandra Maria», in “Noiva Judia”